domingo, 17 de junho de 2012

Festa de Santo Antonio


Como todos os anos essa semana festejamos Santo Antonio, padroeiro da Vila a mais de 100 anos. Tudo começou com o  Sr. João Mendes, que comprou essas terras do Sr. Sigismundo Schindler em 1904 e aqui constituiu família. Sr. João tinha devoção por Santo Antonio e a festa que ele dava todos os anos era aberta aos vizinhos e logo foi se tornando uma tradição.
 Agora 3 gerações na frente, a festa deste ano foi especial, tendo a frente dos trabalhos nosso companheiro Vereador Alexandre Rossi, que promoveu a festa, nos incentivando e fazendo a ponte entre nossa Associação de Moradores e a Prefeitura de Mata de São João. 
A organização ficou por conta de Josafá e Fabinho, que conseguiram fazer uma festa tranquila, bonita, diferente, onde adultos tomavam seu licor tranquilo e as crianças sempre perto, brincavam com seus fogos, como se fazia desde sempre. Isso é claro com o auxílio luxuoso de uma banda das boas! 

Aliás, vamos combinar,  que as 3 bandas que a Prefeitura de Mata de São João, mandou para animar a festa de nosso padroeiro, não fica devendo nada a ninguém. O pessoal mandou bem e forró correu solto até de madrugada!





Música boa, som de excelente qualidade a noite toda, 
que surpreendeu a todos nós. Forró para ouvir e dançar.
Quem faltou dessa vez, agende pro ano que vem!!!






As bandeirolas dançavam com a brisa que vinha do mar e Santo Antonio deve ter intercedido com São Pedro,  porque parou de chover e um friozinho gostoso convidava a tomar um licor e jogar conversa fora.
Destaque para o Licor de Jenipapo e de Amendoim, uma delíiiiiiiicia, servido a caráter!!!

Foi assim nossa festa.  Um noite deliciosa, com direito a lançamento do Acarajé da Jerusa, promessa de mais uma quituteira aqui para nossa Vila. Votos de boa sorte,  porque o tempero já está aprovado com louvor. 

E o Bar de Sr. Caíca? bombou!!! Foi o grande ponto de encontro dessa noite! Se você gosta de um lugar simples, mas de acolhimento gentil, vale a pena uma saídeira depois da praia, antes de entrar no carro! 

Sr.  Caíca, grande figura de nossa comunidade!



  
Fica o agradecimento a todos quantos colaboraram para essa festa principalmente ao pessoal que ajudou a decorar a Pracinha, Josafá,  Presidente de nossa Associação que viabilizou essa realização junto com o Vereador Alexandre Rossi, grande campanheiro, ao incansável Fabinho ao nosso Vice-Prefeito, Sr. Marcelo Oliveira sempre nos prestigiando e a equipe do Prefeito João Gualberto, que trouxe alegria e geração de renda para nossa comunidade. 

Aguardem para julho o Primeiro Festival Gospel de Santo Antonio!

sábado, 10 de março de 2012

Acesso a Vila de Santo Antonio

                           Diz o poeta que o que dá pra rir dá pra chorar, questão só de peso e de medida. A natureza no entorno da Vila de Santo Antonio, permanece intocada. Houve alguém que transformou tudo isso numa Reserva. Que transformou mais de 300 hectares em uma RPPN - (Reserva Particular de Patrimônio Natural) chamada RPPN Dunas de Santo Antonio, situada nas Fazendas Riacho das Flores, Bosque do Araquem e Rosarinho. Essa é a parte do sorriso. A parte dolorosa é de que a Vila de Santo Antonio,  apesar de não estar localizada dentro dessa área, seu único acesso, centenário,  passa uma parte por dentro da Fazenda Riacho das Flores, parte dentro da área da RPPN e parte fora dos limites da RPPN e da Fazenda Riacho das Flores. 
                         Houve aqui uma inversão de valores, um caso para estudos sócios-ambientais,  em que a preservação ambiental se sobrepôs a lei maior,  a nossa Constituição. Entre os pilares que norteiam nossa nação, está a cidadania, a dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho. Um dos objetivos da República é promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Inclusive, imagino eu , de espécie. Não escreveram mas eu tenho certeza que está incluída nessas outras formas de discriminação. Essa constituição também diz que é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens, todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei.
                         A legislação prevê que RPPNs não podem ser criadas em áreas ocupadas. E nossa comunidade não está dentro da RPPN. Os seus quase 300 habitantes não podem continuar pagando R$30,00 para ir e vir do trabalho, do médico, do acesso aos bens que a constituição garante nos direitos citados acima. Um trabalhador que ganha um salário, não pode pagar isso. A alternativa é andar quase 3 km a sol ou a chuva até a BA-099, saudável ou  doente, por uma estrada ruim, que não entra Van, apenas Motoboy. Pode ir andando também através de dunas desertas quase 2 km, o que além de tudo, expõe a comunidade a todo tipo de violência, inclusive estupros.  Isso exclue as mulheres, os velhos, as crianças dos direitos que a Prefeitura de Mata de São João tanto tem trabalhado para assegurar. 
                        Então, faço um apelo aos nossos amigos e companheiros da Câmara de Vereadores de Mata, que digam sim a consulta do nosso companheiro Vereador Alexandre Rossi, sobre o encascalhamento de nosso acesso. Contamos com o apoio dessa casa para acabar com  esse processo de exclusão que nossa comunidade vem sofrendo a 36 anos.
                           E a você Alexandre, um grande abraço e nossa gratidão pela força!

sexta-feira, 9 de março de 2012

Praia de Santo Antonio ou Praia de Diogo?

Foto de Neli, com ajustes de imagem Jacira Cordeiro

                  Essa é a entrada de nossa Vila para quem vem de Diogo. Parece um conto de fadas em que o caminho sempre leva a um final feliz. É um presente para quem se predispôs a andar os quase dois km que separam Diogo na margem da Linha Verde (BA-099)  da Vila de Santo Antonio na beira do mar. Não é atôa que muitos chamam a Praia de Santo Antonio de Praia de Diogo. Não deixa de ser, embora não sendo. É que durante muito anos Diogo foi a única forma de acesso a Praia de Santo Antonio, mas hoje não é mais assim. A estrada que liga a Linha Verde a Praia de Santo Antonio  foi restabelecida e hoje não é mais necessário deixar o carro em Diogo e fazer a trilha de 2 km até a praia. 
                 Mas o passeio vindo de Diogo, através das Dunas de Santo Antonio é maravilhoso, principalmente se der uma paradinha para um banho gostoso no Rio Imbassaí, ainda sem atravessar Imbassaí.  Esse mesmo trajeto em noite de luar é inesquecível. Fiz ele, antes de vir morar na Vila, muitas vezes. Deve-se fazer esse trajeto sem pressa, curtindo a paisagem, o silêncio, a integração inesquecível com a natureza intocada em volta.                  
                 Diogo também é o lugar de morada de muitos descendentes da família Mendes e de grandes amigos de nossa comunidade.  Os laços da Vila de Santo Antonio e Diogo, vão além da situação geográfica. São laços de família. Coisas de outros carnavais, como diriamos antigamente.
                É um engrandecimento para a Praia de Santo Antonio ter dois acessos com roteiros tão diferentes. Salvador é acessada através de Lauro de Freitas e Simões Filho e também via ferry por Bom Despacho. E todo mundo acha isso ótimo. 
                 Para chegar a nossa comunidade, se você preferir vir de carro até a praia, a estrada tem cerca de 3 km. Era de areia e côco até outro dia mas agora foi melhorada e o trajeto se dá em 8 minutos. .
                Se você vem de Salvador, use como sinalizador a localidade AREAL. Areal fica logo depois de Diogo, do outro lado da pista e tem duas entradas. A estrada para a Vila fica em frente a segunda entrada do AREAL. Tem uma placa indicativa bem grande e está na altura do Km 72 da Linha Verde ( BA-099).
                                Mas se você prefere vir passeando pela Dunas, o que é muito mais romântico, vá até Diogo, que fica logo depois de Imbassai, para quem vem de Salvador e depois de Areal, para quem vem de Sergipe deixe o carro e curta o Rio Imbassai,  é uma trilha maravilhosa de vegetação de restinga e areias brancas.
                              Aos xiitas que se sentem ameaçados por este acesso, relaxem. Hoje existem cabeças pensantes, especializadas em turismo sustentável que moram nessa região e que tem mil idéias sobre como tornar A Vila de Santo Antonio sustentável. Por enquanto já achamos muito bom que nossos doentes que precisam de socorro urgente, não tenham que ser transportados de carrinho de mão até Diogo.
                E quanto ao nome, embora a Prefeitura de Mata de São João considere  Praia de Santo Antonio em seu Guia Turístico, chame como quiser. Venha como quiser.  O que importa mesmo é que você venha nos visitar!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Carmem Cidreira visita nossa comunidade

Tivemos o prazer de receber na semana que passou a fotógrafa Carmem Cidreira acompanhada de Roberto de Souza também fotógrafo e amigo.  Fiquei encantada com a simpatia de Carmem e maravilhada com as suas  fotos. Carmem é uma companhia adorável.  Mas para quem quiser saber mais sobre sua arte aqui vai o link do seu face.
Carmem querida, não podia deixar de postar essa foto maravilhosa. Arte para mim é isso: um olhar que transforma o cotidiano em algo especial, que revela a beleza escondida em um vão ou que simplesmente escancara e amplia o que todos vêem.  E a sua mágica meu bem, é eternizar esses olhares...
Volte Carmem, por favor...

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Marcelo Oliveira e Alexandre Rossi comemorando a primeira etapa do acesso a Praia de Santo Antonio



Uma tarde feliz. É assim que eu defino o almoço em que tivemos o privilégio de dividir a mesa com o Sr. Marcelo Oliveira, o Vice-Prefeito de Mata de São João e o Vereador Alexandre Rossi, em agradecimento a primeira etapa dos melhoramentos do acesso a Vila de Santo Antonio. Quem esperava ouvir discursos políticos inflamados, frustrou-se.  Não era uma ocasião para isso. Eram dois amigos chegando a nossa casa. E amigos a gente recebe é com abraços, carinho e comida gostosa.

Ao que pude observar, Marcelo Oliveira é um homem de fala comedida, gestos simples. Olha no olho da gente quando fala, lembra coisas antigas, escuta, pergunta e responde com atenção.  Mas não se enganem os que acham que a paixão de João Gualberto, vai arrefecer na serenidade de Marcelo. Em menos de cinco minutos, ele já tinha decidido dar início a segunda fase dos melhoramentos. Simples assim. . . Como nosso amigo Arquimedes Laudano falou, Marcelo Oliveira que já lidera hoje a equipe de João Gualberto, vai ser um bom prefeito, haja visto acumular os cargos de Vice-Prefeito, Secretário da Saúde e da Educação.  Bravo, Marcelo!!!  Obrigado por ter vindo!

Porque houve quem não acreditasse na sua vinda. A moqueca do Pescador, restaurante do Sr. Tomás fervia na panela quando um senhor com ares de Coronel sentou-se no restaurante ao lado, com seu segurança. Nem imagino o que fez para resistir ao cheiro poderoso da moqueca de Tomás e sentar-se tão retirado da comunidade que ele conhece a mais de 40 anos e da qual deveria fazer parte.

Parecia uma cena saída dos romances de Jorge Amado. O velho latifundiário, que não acompanhou o avançar da vida, perdido entre picuinhas, amargava só. O tempo agora rareado com o avançar dos anos, gasto nas audiências das centenas de pendengas judiciais com seus vizinhos.  Aquele rico senhor que não foi convidado para a festa, sentado no único lugar em que é bem-vindo, (porque será?)  nos faz refletir sobre a incrível sutileza entre ser rico e ser afortunado.

Sentado no outro restaurante, um outro senhor, rodeado de amigos que insistia por sua presença, cumpria o seu papel de patriarca, respeitado e querido. Afortunado esse senhor, farto de tardes douradas a olhar o mar, amado por seus filhos, bem-vindo em todas as mesas, cercado de netos, noras e sobrinhos.  Andando com apenas com a segurança que uma vida de retidão proporciona, sobre praias e dunas, com a pele curtida de sol, saúde de ferro.  Viva Sr. Miúdo,  símbolo da nossa resistência.

Mas, voltando ao Coronel, porque não se pode repetir o nome dele, porque o dito cujo tem 5 escritórios de advocacia e "Deus me livre ficar o resto da vida na prisão". O que o trouxe ali? De qualquer forma, foi bom ele ver o Vice-Prefeito e um Vereador, chegando a nossa pequena Vila, sem segurança particular, para sentar-se a mesa e comer uma boa moqueca ao lado da gente. Pena que isso foi demais para ele, que perdeu a compostura e como em um bom folhetim, dirigiu alguns impropérios a Marcelo Oliveira e Alexandre Rossi. Que coisa patética! Desculpe meus amigos.

A verdadeira recepção de vocês é a nossa, recepção de carinho e agradecimentos.
Estiveram presentes também, o presidente Josafá e a diretoria executiva de nossa Associação de Moradores, AMASA,  Jacira e Wellington Cordeiro, Andrade, todo o pessoal que participou do Mutirão, Sr. Miúdo, Sr. Tomáz, Sr. Caíca, D. Domingas, netos  e descendentes do Sr. João Mendes, patriarca da grande família Mendes. Isso é o mais importante.


Esse senhor fora de moda ainda é do tempo em que políticos não falavam com pobre, só acenava de longe.  Em que política se fazia, comprando dois sacos de cimento pra um, um milheiro de tijolo pra outro, isolando outros tantos e massacrando o resto.  Ele não sabe que agora, política local é feita da interação entre comunidade, vereadores e prefeitura.  Mas tudo começa mesmo é na comunidade, na hora em que ela se organiza, provoca o Vereador com suas necessidades e ele faz um bom trabalho. Quando isso funciona, ainda que timidamente, transforma a realidade.

Que sirva de inspiração para outras comunidades, que se organizem, busquem o apoio de seus Vereadores, que troquem de Vereador se for o caso, mas não desistam, porque o tempo dos Coronéis acabou.  
Exatamente pelos motivos ditos acima que Sr. Marcelo Oliveira e Alexandre Rossi saíram da vila aplaudidos pela comunidade, e mais uma vez muito obrigado a vocês dois, vocês fazem uma boa dupla e obrigado também ao Prefeito João Gualberto qie possibilitou tudo isso!

sábado, 14 de janeiro de 2012

Quebrando os grilhões...



Trechos da “Entrevista com D. Sônia Maria Mendes, moradora da comunidade de Santo Antonio, filha da terceira geração dos nativos do local” para a Monografia “As Tranceiras de Santo Antonio – Tradição e Cultura construindo uma possibilidade de desenvolvimento sustentável”, apresentada por Alessandra Vilas-Bôas Pereira, Bárbara C. Teixeira Menezes e Simone Oliveira de Macedo em 1999, Salvador, Universidade Salvador, Departamento de Ciências Humanas - (há 13 anos).
 “B.         Então morreram 8 e vingaram dois, mas morreram de que mesmo?
  S.         Que diacho, sabe minha irmã, morreu pequeno...
 B.         Morreram no parto?
 S.         Não, só teve dois mesmo que morreu um com 5 anos e outra menina com 2 anos, esses foi o maior mesmo que morreu, os outros morreu tudo pequeno, nascia e morria com poucos dias de nascido morria, outro tinha 3 mês não engordava, sei lá, num ia pro médico, né minha filha?”
“... e ai eu to nessa vida aqui lutando, perdi outros, tive hemorragia, já fui até de cama pra o outro lado, de lá  me levaram para Lauro de Freitas, agora o meu mais novo já vai fazer 10 anos, o derradeiro, depois tive problema de novo, voltei pra lá de novo, por isso que eu digo que pra o que já foi , isso aqui tá muito melhor hoje, (depois que abriu a cancela) e eu tenho esperança de melhorar, pelo que nós já passamos eu tinha esperança por que eu vivia isolada, eu só não, todo mundo, nós não sabia conversá porque vivia aqui no mato, num tinha ninguém para ensinar nada a gente, não era como agora, e eu tenho fé pra ter alguma coisa melhor...”
... “Você vê agora já tem a ponte, antigamente a gente tinha os filhos em casa, doente tinha que ir a pé, eu já fui me acabando de dor para o médico...” 
“... agora, depois que o pai de Bebeto comprou e botou aquelas cancelas... aí você vê que tem casca de côco pela rodagem toda e isso tudo foi meu avô, meu tio e meu pai que fizeram essa rodagem encascada. Mas antes era melhor, agora depois que passô para ele, fechou, agora, quando tem conhecimento, sendo conhecido, vem né?

Alguém que não tenha lido os créditos acima, vai pensar que essa entrevista foi feita a mais de 50 anos. Não. Foi feita a apenas 13 anos. É porque o tempo parou para esta Vila, no exato momento em que foi posta uma cancela, divisória infame entre o acesso a saúde, a educação, o transporte e a informação. Cancela que sitiava, isolava, como os exércitos romanos faziam, esperando pacientemente os pais que não agüentavam ver seus filhos morrerem de fome, até que se rendiam, entregando seus bens ao saque.

Essa conta de morte e sofrimento, quem há de pagar? O dono da cancela que só foi aberta por ordem judicial? Os burocratas que planejam e aprovam leis, com capítulos inteiros que protegem com fervor a fauna e a flora e nem uma linha em consideração as crianças que vivem dentro de uma Reserva, cujos ancestrais preservaram o objeto de sua lei excludente?  Os dirigentes dos órgãos de fiscalização que não exigem dos donos das Reservas, o mínimo que a lei garante a essas pessoas? Os ambientalistas que consideram essas mães e crianças natimortas incômodas a contemplação da natureza pelas gerações futuras? A sociedade mais esclarecida, que pede “cuidado para que seja mantido o modo de vida simples daquelas pessoas”, sem conhecer o que é o modo de vida simples daquelas pessoas?  Os políticos que preferem não entrar na zona perigosa do conflito entre pessoas simples e grandes empreendimentos?  
Essa conta está aberta no andar de cima e um dia todos nós vamos pagar a nossa parcela. 

Mas não vamos falar de passado, vamos nos ater ao agora. D. Sonia, da entrevista acima, chegou do hospital hoje, onde estava doente. Graças a Deus, foi e voltou em carro de um parente. Porque se dependesse do SAMU para vir buscar, ai, ai, ai. Como o SAMU vai passar nessa estrada de areia? Aqui só vem carro traçado e quem tem negócio, como diria minha avó.  Não é muito diferente da realidade de 12 anos atrás. O trajeto de quase 3 km na areia quente ou sob a chuva é feito até hoje, para quem quer trabalhar, para quem quer estudar, para quem precisa de médico, para qualquer coisa. Tem também a alternativa de pagar R$15,00 ao moto táxi para sair e R$15,00 para voltar. Esse custo inviabiliza o trabalho e os sonhos, põe em risco a vida de quem é obrigado a andar nas dunas noite e dia. 

Mas Deus é bom e a humanidade não está perdida. Existem políticos que amam o seu trabalho. Que se guiam pelo coração. É o caso do Vereador Alexandre Rossi, que essa semana começou os trabalhos de melhoramento da estrada de acesso a nossa Vila de Santo Antonio, hoje, em estado lastimável. Essa ação vai beneficiar mais de 300 pessoas, entre adultos e crianças. Vai mudar a situação de sítio e isolamento que essa comunidade vivencia a mais de 40 anos.  É o começo de uma série de ações que estão sendo encaminhadas junto a Prefeitura de Mata de São João, para melhorar a vida da gente.

Mas, a perseguição de todos quantos se aventurem a fazer alguma coisa por esta comunidade, já é sabida e notória. E o Vereador Alexandre Rossi não escapou dessa prática. Todos sabiam do risco que ele corria ao tomar a iniciativa de ajudar-nos. Não foi surpresa. Surpresa será, se os órgãos a quem o sitiante desse lugar, recorre de uma forma contumaz, lhe der ouvidos, em detrimento ao nosso sofrimento.

Massada ficou pra trás há milênios, Vespasiano também. Os tempos são de esperança. 
Obrigada Alexandre pela coragem!  O Brasil tem jeito meu amigo! Estamos solidários e que Deus o proteja!!!